O DIA DO BLECAUTE NO NORDESTE - 2011
03 DE FEVEREIRO
O DIA DO BLECAUTE NO NORDESTE
Em 03 de fevereiro de 2011, um blecaute atingiu o Nordeste do Brasil e provocou apagões em oito estados da região.
Sem aviso, a rotina virou modo sobrevivência: sem luz, sem sinal, sem elevador, sem alguns serviços — e com a cidade aprendendo na prática o que é dependência de sistemas.
Um clique no interruptor…
e nada acontece.
A tecnologia vira silêncio.
Blackouts não são só “falta de luz”. Eles são um teste real de resiliência: rede elétrica, telecom, transporte, hospitais, água, bancos, logística — tudo conversa com tudo.
O que esse tipo de evento escancara:
- infraestrutura crítica
- pontos únicos de falha
- redundância e backup
- comunicação de crise
A lição é simples e pesada: quanto mais digital, mais a sociedade precisa de planejamento, monitoramento e contingência.
A noite não foi só escura — foi “sistêmica”.
Para quem aprende tecnologia (e cria produtos), esse episódio é uma aula de ouro: sistemas não podem depender de “torcer pra não dar ruim”. Você projeta pensando em falhas, picos e imprevistos.
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✔ Falha é cenário, não surpresa
Arquitetura boa assume que algo vai cair — e prepara a volta. -
✔ Redundância não é luxo
Backup, rotas alternativas e planos B mantêm o essencial vivo. -
✔ Observabilidade salva tempo
Logs, métricas e alertas encurtam o caos e aceleram diagnóstico. -
✔ UX em crise é UX de verdade
Offline mode, mensagens claras e degradação elegante = confiança. -
✔ Comunicação é parte do sistema
Em incidentes, informação certa no tempo certo reduz dano.
Neon no escuro: clima urbano, tensão e movimento na madrugada.
Pixel art horizontal representando uma avenida à noite durante o apagão (sem texto na imagem):
"O Guardião da Rede"
🧩 "O invisível sustenta o mundo."
Desafio: “Projete um app que continue útil durante um apagão.”
Peça aos alunos para definirem um serviço essencial:
- Qual problema real aparece no apagão (comunicação, segurança, saúde, mobilidade)?
- Como o app funciona offline (cache, SMS, modo baixo consumo, rotas locais)?
- Como o app volta ao normal (sincronização, filas, mensagens, reprocessamento)?
Entregável:
um protótipo em papel/tela,
um fluxo de telas “modo crise”,
um mini pitch de 60s,
e um checklist de resiliência.
A ideia é sentir na prática: tecnologia boa é a que aguenta o tranco.

